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APÓS 50 ANOS, HUMANOS VOLTAM A ORBITAR A LUA: POR QUE A NASA AINDA NÃO POUSOU NO SATÉLITE?

Mais de 50 anos após as históricas missões Apollo, a NASA voltou a levar seres humanos às proximidades da Lua com a missão Artemis II. No entanto, diferente das missões realizadas entre as décadas de 1960 e 1970, desta vez os astronautas não pousaram na superfície lunar.


Mas afinal, por que a missão foi apenas um sobrevoo?


A decisão da NASA foi planejada desde o início do programa Artemis. A missão teve como principal objetivo testar, com humanos a bordo, os sistemas essenciais da espaçonave Orion durante uma viagem ao espaço profundo. Por isso, a missão foi projetada apenas para orbitar a Lua, sem utilizar um módulo de pouso lunar.


Outro fator importante é a segurança da tripulação. A Artemis II utilizou uma trajetória chamada de “retorno livre”, na qual a nave aproveita a gravidade da Lua para contornar o satélite natural e retornar automaticamente à Terra. Esse tipo de rota é considerado mais seguro porque, em caso de falha nos sistemas da espaçonave, os astronautas conseguem voltar sem a necessidade de manobras complexas, reduzindo significativamente os riscos da missão.


Além de testar os sistemas de navegação, comunicação e suporte à vida da cápsula Orion, a missão também serve para preparar futuras operações tripuladas na órbita lunar. Os dados coletados durante o voo serão fundamentais para o desenvolvimento das próximas etapas do programa Artemis.


De acordo com a NASA, a previsão é que os seres humanos voltem a pisar na superfície lunar em 2028, por meio da missão Artemis IV. Nessa missão, os astronautas viajarão até a órbita da Lua, e dois tripulantes deverão descer ao solo lunar para permanecer aproximadamente uma semana na região do polo sul da Lua. Durante esse período, serão realizadas pesquisas científicas, coleta de amostras e testes de novas tecnologias voltadas para futuras missões espaciais.


Os astronautas Christina Koch, Victor J. Glover, Jeremy Hansen e Reid Wiseman concluíram com sucesso a missão de sobrevoo lunar e retornaram em segurança à Terra. A Artemis II entrou para a história por marcar o primeiro voo tripulado nas proximidades da Lua desde o fim do programa Apollo, representando um passo importante para a nova era da exploração espacial.


Mais do que um feito simbólico, a missão demonstra os avanços tecnológicos da nave Orion e reforça os planos da NASA de estabelecer uma presença humana sustentável na Lua nas próximas décadas. A agência espacial também pretende utilizar futuras bases lunares como preparação para missões tripuladas a Marte, considerado o próximo grande objetivo da exploração espacial humana.

 
 
 

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