COMBATE À DENGUE: DESAFIOS E ESTRATÉGIAS
- Viviane Burger
- 12 de mar. de 2024
- 2 min de leitura
A dengue é classificada como uma doença infecciosa febril aguda, transmitida por mosquitos que habitam áreas tropicais e subtropicais, apresentando-se de forma benigna ou grave, dependendo do vírus envolvido, infecção anterior pelo mosquito e a classificação de doenças crônicas.
O vírus da doença é pertencente à família dos flavivírus (gênero de vírus RNA de cadeias simples) e nomeado de maneira científica como arbovírus (doenças causadas por vírus), que são transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti, conhecidos pelos sorotipos 1,2,3 e 4.
Entre os sorotipos da doença, não é possível classificar a gravidade de cada um por meio das análises clínicas devido às semelhanças de infecção. Em contrapartida, a gravidade dos formatos três e quatro são maiores.
Nos últimos tempos, há um grande surto da doença, com milhares de casos registrados. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou o número de 1.318.336 casos de dengue nos primeiros meses de 2024, desses, 343 foram fatais.
Em Santa Catarina, no dia 21 de fevereiro, a Governadora do Estado em exercício, Marilisa Boehm, juntamente com a Secretária de Estado da Saúde, Carmen Zanotto e o Diretor da Vigilância Epidemiológica, assinaram um decreto emergencial epidemiológico em causa da infestação do mosquito Aedes aegypti.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, foram registrados 17.696 casos prováveis em 177 municípios, o que retrata um aumento significativo de 63% comparado ao ano de 2023.
A doença dissemina-se por meio da picada do mosquito fêmea e um dos principais desafios é não tornar o nosso lar favorável à sua procriação.

Para isso, algumas atitudes podem, e devem, ser tomadas:
Não deixar água parada, pois, é nesse ambiente em que os mosquitos depositam seus ovos, seja ela limpa ou não;
Remover folhas e galhos ou empecilhos que corrompam a passagem de água em calhas;
Colocar areia em pratos de flores;
Manter a caixa d'água coberta;
Não deixar água acumulada sobre a laje;
Tampar ralos dos banheiros;
Cobrir piscinas que não estão sendo utilizadas;
Limpar bandejas de geladeiras;
Estar atento a materiais como carrinhos de mão, lonas e betoneiras;
Colocar lixos em sacos plásticos e manter a lixeira fechada;
Trocar diariamente a água de animais de estimação;
Manter o quintal sempre limpo.
A doença pode ser assintomática, porém, quando apresenta sintomas, é comum sentir dor de cabeça, náuseas, febre e dores no corpo. Esses sintomas, quando não tratados, podem acarretar em outras patologias, como a rabdomiólise, que consiste na destruição das fibras musculares, levando à fadiga muscular.
O Ministério da Saúde reforça que as vacinas contra a dengue são de extrema importância, sendo seguras e eficazes, pois o imunizante foi avaliado pela Anvisa e aprovado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), estando disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). É importante ressaltar que o público-alvo dessa vacinação são pessoas na faixa etária de 10 a 14 anos de idade.
Lembre-se, a vacinação não é a única e principal estratégia para combater a doença, a melhor forma de se prevenir é eliminar os focos de transmissão combatendo os criadouros.
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