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COMBATE À DENGUE: DESAFIOS E ESTRATÉGIAS

A dengue é classificada como uma doença infecciosa febril aguda, transmitida por mosquitos que habitam áreas tropicais e subtropicais, apresentando-se de forma benigna ou grave, dependendo do vírus envolvido, infecção anterior pelo mosquito e a classificação de doenças crônicas. 

O vírus da doença é pertencente à família dos flavivírus (gênero de vírus RNA de cadeias simples) e nomeado de maneira científica como arbovírus (doenças causadas por vírus), que são transmitidos pelo mosquito  Aedes aegypti, conhecidos pelos sorotipos 1,2,3 e 4.

Entre os sorotipos da doença, não é possível classificar a gravidade de cada um por meio das análises clínicas devido às semelhanças de infecção. Em contrapartida, a gravidade dos formatos três e quatro são maiores.

Nos últimos tempos, há um grande surto da doença, com milhares de casos registrados. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou o número de 1.318.336 casos de dengue nos primeiros meses de 2024, desses, 343 foram fatais.

Em Santa Catarina, no dia 21 de fevereiro, a Governadora do Estado em exercício, Marilisa Boehm, juntamente com a Secretária de Estado da Saúde, Carmen Zanotto e o Diretor da Vigilância Epidemiológica, assinaram um decreto emergencial epidemiológico em causa da infestação do mosquito Aedes aegypti

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, foram registrados 17.696 casos prováveis em 177 municípios, o que retrata um aumento significativo de 63% comparado ao ano de 2023.

A doença dissemina-se por meio da picada do mosquito fêmea e um dos principais desafios é não tornar o nosso lar favorável à sua procriação. 

Para isso, algumas atitudes podem, e devem, ser tomadas: 


  • Não deixar água parada, pois, é nesse ambiente em que os mosquitos depositam seus ovos, seja ela limpa ou não;

  • Remover folhas e galhos ou empecilhos que corrompam a passagem de água em calhas;

  • Colocar areia em pratos de flores;

  • Manter a caixa d'água coberta;

  • Não deixar água acumulada sobre a laje;

  • Tampar ralos dos banheiros;

  • Cobrir piscinas que não estão sendo utilizadas;

  • Limpar bandejas de geladeiras;

  • Estar atento a materiais como carrinhos de mão, lonas e betoneiras;

  • Colocar lixos em sacos plásticos e manter a lixeira fechada;

  • Trocar diariamente a água de animais de estimação;

  • Manter o quintal sempre limpo.


A doença pode ser assintomática, porém, quando apresenta sintomas, é comum sentir dor de cabeça, náuseas, febre e dores no corpo. Esses sintomas, quando não tratados, podem acarretar em outras patologias, como a rabdomiólise, que consiste na destruição das fibras musculares, levando à fadiga muscular. 

O Ministério da Saúde reforça que as vacinas contra a dengue são de extrema importância, sendo seguras e eficazes, pois o imunizante foi avaliado pela Anvisa e aprovado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), estando disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). É importante ressaltar que o público-alvo dessa vacinação são pessoas na faixa etária de 10 a 14 anos de idade.

Lembre-se, a vacinação não é a única e principal estratégia para combater a doença, a melhor forma de se prevenir é eliminar os focos de transmissão combatendo os criadouros.






 
 
 

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