Conversando com Angela Yuriko Smith: a perspectiva de uma editora americana
- Viviane Burger
- 15 de ago. de 2023
- 3 min de leitura
Atualizado: 23 de abr. de 2024
Angela Yuriko Smith é uma talentosa editora que traz consigo a rica herança de ser uma americana de ascendência Uchinanchu. Com um profundo envolvimento no mundo do jornalismo literário, acumula um impressionante repertório de mais de duas décadas de experiência. Sua atuação como editora da renomada revista Space & Time, fundada em 1966, demonstra sua dedicação ao universo literário.
Angela Yuriko Smith alcançou a posição de finalista do prestigioso Bram Stoker Awards®. Além disso, em 2020, foi honrada como mentora do ano pela Horror Writers Association (HWA), ressaltando sua influência inspiradora sobre a próxima geração de escritores.
Leia na íntegra a entrevista realizada com Angela Yuriko Smith, editora norte-americana que, durante o mês de junho, esteve presente no Colégio Universitário Unidavi. Ela foi convidada pela equipe de Idiomas do Colégio, juntamente com a autora Colleen, para comentar sobre suas produções. Nesta entrevista, exploramos em detalhes o processo do ramo editorial e a experiência de Angela em um país estrangeiro. Veja:
(Equipe) Qual foi sua motivação para ir para o mundo da escrita?
(Angela) Quando era criança eu escrevia, no período do colégio, participei do jornal, assim como vocês estão fazendo, mas eu descobri que poderia ganhar dinheiro com isso, então comecei a trabalhar com o jornal.
(Equipe) Como funciona seu trabalho, trabalho de editora?
(Angela) Ah sim, muito ocupado, muitas escalas, mas também gosto de coisas de emergência... tipo “ah, você tem que deixar outra pessoa em Florianópolis” um monte de coisas chatas, as pessoas acham minha vida muito chata, e isso porque eu trabalho a maior parte do tempo na frente do computador, e eles disseram como “por que você está dizendo isso? Isso é errado”, então não é empolgante, mas eu amo isso, é isso que me deixa feliz e eu não faria mais nada. Quando eu tinha... provavelmente uns 8 anos, eu lia uma história em quadrinhos e falava sobre como funciona ser um vilão, e dizia que ele poderia dominar o mundo, sabe, se você não entendeu ele, toda sua história, experiência, tudo que nós temos...
(Equipe) Em algum momento já pensou em desistir disso?
(Angela) Provavelmente todos os dias, mas é apenas uma maneira de ver.
(Equipe) Quais são suas expectativas em relação ao mercado editorial atual e as mudanças que possam vir a ocorrer?
(Angela) O mercado está mudando muito agora, então eu acho que, no mercado editorial, daqui a 3 anos, haverá muitos editores, agora eles têm 15 anos, então acho que em 3 ou 4 anos
eles terão 18, e acho isso bom, porque todo mundo pode publicar, por enquanto vou apenas seguir minha carreira e ensinar as pessoas.
(Equipe) Você possui algum conselho, dica, para alguém que esteja querendo seguir essa carreira?
(Angela) Meu conselho é encontrar uma conexão para ser o que você deseja.
(Equipe) Como está sendo essa experiência de vir a um país estrangeiro e dar uma palestra a um colégio estrangeiro?
(Angela) Eu adoro, porque a maioria dos brasileiros consegue ser como vocês: alegres, convidativos e calorosos, eu acho maravilhoso, aprendo coisas novas, adorei o idioma, às vezes não é bom para mim, é como se eu estivesse tentando dizer uma palavra e eu simplesmente não posso, mas é um bom desafio.

A equipe foi até o professor de idiomas, Nevton Ebenau de Liz, professor que organizou o contato de Angela com os alunos e ele contou como foi o processo:
“A Angela veio para o Brasil para ver sua neta e chegou até mim por recomendação de seu genro, já que ela queria estudar a Língua Portuguesa. Angela, junto com sua família, veio para cá, fizeram um mês de aula e, por conta de problemas em relação ao visto, resolveram parar as aulas, mas continuamos em contato. Nesse meio tempo, como trabalho literatura na graduação, vi a oportunidade de trazê-la para fazer essa ponte, levar os alunos daqui que poderiam produzir conteúdos para lá, no exterior, aí convidei a Angela para ser professora do centro de idiomas, com aulas de inglês e a parte de literatura. Depois disso, surgiu a oportunidade de trazer um escritor para Rio do Sul, então acabamos trazendo a Colleen, que veio para lançar seu livro, já tem mais quatro, cinco, autores para vir para lançar seu livro aqui.
A ideia mesmo é promover a literatura, o curso de Letras, ensino de língua inglesa, ensino de idiomas, não só inglês, mas também francês, alemão, espanhol... Hoje já estamos com aproximadamente 60 alunos de inglês e 10 de espanhol, em um período de 6 meses, a ideia é aumentar, e junto a isso, vem a questão da literatura, projetos de clube de leitura, onde lê um capítulo de livro e depois vem para falar sobre. A Angela entra nesse cenário também com os programas que o Centro de Idiomas estão promovendo: as imersões, língua inglesa e outros."
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