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Dias Congelantes: Quando o Clima Esfria o Ritmo Escolar

Segundo dados da Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina), julho de 2025 foi não só o mês mais frio do ano, como também apresentou recordes históricos de temperaturas baixas, geadas intensas e até casos de neve em algumas cidades. Até mesmo regiões litorâneas registraram geadas, com mínimas entre 2°C e 9°C.


O inverno traz consigo o aumento da intensidade e duração dos ventos do sul, que intensificam a sensação de frio, obrigando a população a tirar os casacos do guarda-roupa. A queda de temperatura, especialmente na Serra, causou até o congelamento de pistas, impossibilitando, por exemplo, a passagem de carros e ônibus.


Desse modo, nota-se que o frio tem sido um assunto bastante comentado. Nas manhãs de inverno, as temperaturas podem chegar a graus negativos. Mas, afinal, no que isso afeta os estudantes? Diversos estudos já comprovaram que as baixas temperaturas impactam diretamente o desempenho dos alunos, desviando sua atenção mais rapidamente do que ocorreria em um ambiente com temperatura média e confortável. Tanto no inverno quanto no verão, essa variação intensa de temperatura durante os meses provoca consequências na concentração dos alunos e, consequentemente, afeta negativamente suas notas.


Mesmo que as altas temperaturas também causem incômodo, o frio, em particular, gera desconforto físico nos estudantes, levando a tremores, rigidez muscular e dificultando o movimento e a permanência nas salas de aula, que geralmente não contam com aquecedores. Apesar de muitas escolas possuírem ventiladores ou até aparelhos de ar-condicionado para o verão, a maioria não dispõe de aquecedores para o inverno, mesmo com as baixíssimas temperaturas registradas e o evidente desconforto dos alunos nessa época do ano.


Em países do hemisfério norte, é extremamente comum o cancelamento de aulas devido ao frio. Essas escolas reconhecem os prejuízos que as baixas temperaturas podem causar à vida estudantil. No Brasil, principalmente em Santa Catarina, esse “costume” começa a ser adotado. Embora a maioria das escolas continue com sua rotina normal, algumas cidades catarinenses cancelaram as aulas devido ao frio intenso. São Joaquim, Urupema e Bom Jardim da Serra são exemplos de municípios que suspenderam temporariamente as aulas durante os meses mais frios do ano.


Em uma pesquisa realizada com estudantes do Colégio Universitário Unidavi, os alunos responderam sobre em qual clima se sentem mais confortáveis para praticar esportes, sair de casa e ir à escola. Descobriu-se que menos de um quarto dos entrevistados afirmaram preferir o frio, e alguns apenas se estiverem bem agasalhados.


Abaixo, o gráfico da preferência dos alunos em relação ao clima.



Após as entrevistas, foi possível relacionar essa mudança climática à experiência escolar dos alunos, que afirmaram se sentir menos dispostos para atividades tanto em sala de aula quanto fora dela, como nas aulas de educação física, que muitas vezes ocorrem no ginásio ou em espaços mais abertos e expostos ao vento. Os estudantes também relataram desconforto e expressaram preferência por realizar atividades em climas mais frescos ou quentes.


Além disso, os alunos sugeriram melhorias que a escola poderia implementar para aumentar o conforto e o bem-estar durante o inverno, como a instalação de aquecedores nas salas de aula, que atualmente contam apenas com ar-condicionado, e a adoção de uniformes mais quentes.


Dessa forma, é evidente que as baixas temperaturas afetam negativamente o desempenho escolar dos alunos, sendo esse o período em que o envolvimento e a produtividade nas aulas tendem a diminuir. Em contrapartida, no verão, as escolas costumam estar melhor equipadas, com aparelhos para refrescar o ambiente e proteção contra o sol.



Referências


EPAGRI/CIRAM. Julho: o mês mais frio do ano em Santa Catarina. [s.l.], 2025. Disponível em: <https://ciram.epagri.sc.gov.br/index.php/2025/07/23/julho-o-mes-mais-frio-do-ano-em-santa-catarina/>. Acesso em: 19 ago. 2025.


 
 
 

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