Encontros: educação artística na escola.
- Viviane Burger
- 28 de mar. de 2023
- 3 min de leitura
A equipe editorial do jornal A Voz da Humanidavi realizou uma entrevista com Lucas Brito, professor da oficina de Grafite, que integra o Itinerário de Linguagens, onde fala sobre a introdução dessa arte em sua vida, as experiências vivenciadas e sua expectativa com a oficina. Confira:

(Equipe) Qual é a diferença entre o Grafite e a Pixação?
(Lucas) Então, na verdade as duas são formas de expressões, uma, a pixação, é mais ofensiva e o grafite ele vem mais nessa de ser uma coisa mais artística, ‘né’, se a gente colocar uma contra a outra, é meio complicado, sabe, porque, que nem eu falei, as duas são formas artística, só que uma, como ela é mais ofensiva, não é tão aceita pela sociedade, e o grafite pelo fato de ser uma arte mais bonita, mais elaborada, é muito mais aceita socialmente, mas as duas são expressões artísticas.
Fonte: Divulgação.
(Equipe) O que lhe motivou a vir para o Grafitte?
(Lucas) Então, tudo na verdade, mas vamos dizer que foi a... eu me impor como cidadão, como uma ferramenta de inclusão social para mim, eu queria me ter como um cidadão, fazer parte de alguma coisa, ter esse reconhecimento. Eu gostava de desenhar também e antes de eu começar a desenhar, eu já escrevia, fazia bastante poema, e no início, eu já me descobri dentro do hip-hop, porque o hip-hop é uma expressão artística completa, então tu consegues escrever, tu consegues cantar, tu consegues desenhar, tu consegues dançar... e foi por esses fatores que eu comecei a pintar, sabe, e depois também veio a necessidade de eu ter um trabalho, então, por isso, aos poucos eu fui começando a comercializar o meu trabalho e hoje eu gosto bastante de fazer oficina, que tem muito dos fundamentos do hip-hop: que é passar o conhecimento adiante.
(Equipe) Fale um pouco sobre sua marca de roupa.
(Lucas) Eu tenho uma marca de roupa, que é a Kxote, é uma marca que faz roupas para produzir vários eventos aqui na cidade (Rio do Sul) também. Desde a cultura urbana, a arte urbana com grafite e também eventos de rap e skate, que também vem para um lado mais esporte.
(Equipe) Além da marca, Kxote, o que mais o grafite lhe proporcionou?
(Lucas) Então, através do grafite eu me reconheci como um cidadão, como eu já falei, também viajei para algumas cidades aí do Brasil por causa do grafite. O grafite, de certa forma, é tudo para mim, porque ele realmente me fez existir, então, hoje, eu me vejo como uma pessoa que vai ser transmissor desse conhecimento, porque além de mim, muitas outras pessoas podem estar conhecendo o grafite ou o hip-hop e também estar transformando a vida delas.
(Equipe) E, para finalizar, qual é a sua expectativa para a oficina de grafite que está acontecendo aqui na Unidavi, no Itinerário de Linguagens?
(Lucas) Então, primeiro que é um desafio para mim estar trazendo isso para dentro de uma escola particular, porque, normalmente, o grafite atua onde não tem esse olhar do social, sabe, normalmente em quebradas, favelas, e estar trazendo isso aqui, em uma escola particular, está sendo um desafio, porque são experiências diferentes para essas crianças e adolescentes, está sendo bem desafiador, assim, mas eu sei que a arte não tem uma classe, uma classe social, e eu acredito muito nisso, porque é muito bonito tu 'ver', através do hip-hop, uma pessoa lá da quebrada estar se conectando com uma pessoa que tem total estrutura, sabe, então isso é o mais incrível da cultura.
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