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Unidavi em Alerta: Estratégias de enfrentamento das cheias em Rio do Sul no ano de 2023 (parte 2)

No dia 19 de novembro de 2023, três dias depois do início da inundação, com a diminuição gradual do nível do rio, iniciaram-se as limpezas na cidade. Na Unidavi não foi diferente! Houve uma grande mobilização entre servidores e estudantes a fim de que a instituição fosse limpa para a retomada das atividades presenciais. 


Débora Bilck Marciano, secretária do colégio Unidavi, que retornou ao Colégio após a segunda enchente, no dia em que a água permitiu chegar em algumas partes da instituição, diz:


“Quando a gente chega, não sabe por onde começar. Você vai fazendo conforme vai conseguindo, primeiro passo era tentar tirar o lodo, mas era um lodo muito alto, então era um trabalho incansável para, pelo menos, tentar deixar tudo mais ou menos organizado para começar a limpar mesmo, porque primeiro você tem que tirar a sujeira mais grossa. É um trabalho incansável, porque a gente trabalha, trabalha, trabalha, trabalha, limpa e você não vê limpo, você só vai ver limpo depois de uma ou duas semanas, quando tudo estiver mais organizado.”


A secretária do Colégio Universitário Unidavi, complementa: 


“Quando começou a baixar a água, já tinham funcionários e colaboradores ajudando na limpeza, tanto na primeira enchente quanto na segunda. Mas na primeira foi mais tranquila a limpeza, porque não tinha tanto lodo, mas todos os funcionários que tiveram acesso e conseguiram chegar, vieram para ajudar. Já na enchente de novembro, que foi a maior, todos os funcionários e colaboradores e até acadêmicos da instituição, que conseguiam chegar, estiveram aqui para auxiliar na limpeza.”


Em conversa com uma representante da equipe de limpeza do local, ela destacou a intensidade da mobilização e limpeza:

 

"[...] Foi muita coisa ao mesmo tempo, não é a mesma rotina diária... era pouco tempo e muita coisa pra fazer, foi um impacto muito grande, muito lodo, muita lama, aí juntou todo mundo, todos os funcionários e todo mundo se ajudou."


A equipe voluntária, devido à extensão do campus de Rio do Sul, se dividiu durante as limpezas. O foco era o bloco principal, mas conforme a equipe crescia, ela se dividia e ia limpar outros blocos, como o da medicina ou das engenharias, visto que tinham que tirar o lodo antes de secar, assim, tudo era feito em partes.


Em conversa com a coordenadora pedagógica, Regina Céli Martins, enfatizou-se a importância da união da comunidade: 


"As pessoas se uniram, as pessoas vieram, as pessoas limparam. [...] Estava passando pelos corredores e ainda estava me lembrando há um mês como estava [a escola] e como já está agora, então, as pessoas se ajudam, querendo ou não querendo, a gente tem que se reerguer. [...] Primeiro a tua casa, depois o teu trabalho e depois o colégio. [...] Quem pôde vir, veio para ajudar."


A instituição também investiu em reformas para prevenir e minimizar danos futuros, buscando adaptar suas estruturas e orientar a comunidade sobre medidas preventivas, como destaca Débora,


"A Unidavi investiu consideravelmente em reformas para minimizar os impactos das cheias [...] É feito um esforço contínuo para garantir a segurança de todos."


Mesmo com as adversidades, as aulas do Colégio Unidavi seguiram remotamente até o fim do ano letivo. No momento em que a permanência na escola se tornou inviável, a transição para o ensino remoto foi acionada, visando evitar exposição ao perigo e garantir a continuidade das aulas.

Na última semana do ano, as salas do terceiro andar ficaram disponíveis para os alunos que ficaram em exame. Nessa mesma semana, ocorreu o encerramento presencial para os alunos do Ensino Fundamental Inicial, como ressalta a diretora Sandra:


“Para os alunos mais jovens, do primeiro ao quinto ano, foi essencial possibilitar o retorno presencial, porque eles vão para casa, ficam em casa e para eles o ano não acaba, eles precisam do concreto, eles precisavam da possibilidade de voltar e encontrar a turma.”


A diretora ressalta também que é essencial não comparar o ambiente virtual com o físico por haver diferenças significativas em termos de tempo das atividades e dinâmicas. No entanto, o Colégio demonstra competência em adaptar estratégias para manter as aulas. Ela enfatiza a importância de vivenciar experiências que ampliem a compreensão sobre a diversidade de ações e situações, destacando que é necessário enfrentar desafios para estimular nossa forma de pensar. Sobre as dificuldades enfrentadas, a gestora destaca a necessidade de agir proativamente, minimizando expectativas, ansiedades e frustrações. Ela ressalta que os problemas não existem por si só, mas sim por nossas percepções e forma como agimos frente a eles e, portanto, é fundamental agir assertivamente para lidar com as situações adversas. É um potencial de aprendizagem que se você estiver disposto e disponível, você aprende.


Sobre a discussão acerca do momento passado, e o reolhar feito para as cheias ocorridas no passado, a diretora diz:


“É muito legal a gente poder falar disso, porque às vezes fica uma coisa distante. A gente precisa compreender como que se dá o pensamento, as atitudes, as decisões, de onde elas vêm, elas olham o quê? [...] não tenham dúvida de que sempre o primeiro critério é a saúde e segurança do coletivo, do que é melhor para o coletivo.”



A resiliência da comunidade de Rio do Sul diante das adversidades do fenômeno das enchentes não apenas demonstra sua capacidade de superação, mas também destaca a importância da solidariedade, união e da preparação para enfrentar os desafios do futuro. Esses eventos nos lembram da importância de estarmos preparados, não apenas fisicamente, mas também emocionalmente e com conhecimento, para enfrentarmos os desafios que podem nos apresentar. A união, não só na Unidavi, mas em Rio do Sul, é um exemplo inspirador de como, através da cooperação e determinação, podemos enfrentar até os obstáculos mais destrutivos.


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